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sábado, 24 de novembro de 2018

O NASCIMENTO DAS PILHAS ELÉTRICAS


O NASCIMENTO DAS PILHAS ELÉTRICAS

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https://br.pinterest.com/pin/295830269268849818/?lp=true (24/11/2018) às 15:47h.


O médico italiano Luigi Aloisio Galvani nasceu em 1737 e faleceu em 1798. Em 1786, ao tocar com um bisturi a perna de uma rã morta e dissecada que estava próxima a um gerador eletrostático, notou que a perna do animal sofria fortes contrações. Fez experiências com pernas de rãs em face de descargas atmosféricas e observou as mesmas contrações. Finalmente, registrou fenômeno idêntico quando a perna da rã estava pendurada num gancho de cobre e, ao ser balançada pelo vento, tocava uma estrutura de ferro. Pensando como médico, Galvani criou uma teoria admitindo a existência de uma eletricidade animal, que seria responsável pelas contrações observadas.

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http://reflexoesnoensino.blogspot.com/2013/08/a-invencao-da-pilha.html (24/11/2018) às 16:01h.

Do nome de Galvani derivam termos atualmente muito usados, como: células galvânicas, para as pilhas; galvanômetros, para os aparelhos que indicam a existência de uma diferença de potencial; galvanoplastia, para os recobrimentos metálicos obtidos por eletrólise; etc.
O físico italiano Alessandro Volta nasceu em 1745 e faleceu em 1827. Volta refutou as idéias de Galvani sobre a existência de uma eletricidade animal. Para Volta, a perna da rã era simplesmente um condutor de eletricidade, que se contraía quando entrava em contato com dois metais diferentes. Estudou, então, a reatividade de vários metais, notando que uns eram mais reativos que outros; essa constatação foi, sem dúvida, o embrião da fila de reatividade dos metais que hoje conhecemos. Aprofundando suas pesquisas, Volta construiu, em 1800, a primeira pilha elétrica, empilhando discos de cobre e de zinco, alternadamente, separados por pedaços de tecido embebidos em solução de ácido sulfúrico (foi desse empilhamento que surgiu o nome pilha).

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http://cfqbrunamagalhaes.blogspot.com/2015/05/pilha-de-volta.html (24/11/2018) às 16:07h.



Desse modo, o ser humano conseguiu, pela primeira vez, produzir eletricidade em fluxo contínuo. Essa experiência foi apresentada em Paris, em 1801, a Napoleão (foto ao lado), que distinguiu Volta com a medalha da Legião de Honra.
O sucesso da invenção de Volta foi muito grande: imediatamente, muitos cientistas passaram a construir pilhas cada vez maiores para suas experiências; um exemplo foi a pilha de 2.000 pares de placas, construída pela Sociedade Real de Londres. Isso propiciou descobertas muito importantes nos campos da Física e da Química. Assim, por exemplo, o cientista inglês Humphry Davy (1778-1829) conseguiu, em 1807, isolar pela primeira vez o sódio e o potássio, por meio de eletrólises; no ano seguinte, Davy isolou o bário, o estrôncio, o cálcio e o magnésio; foram então isolados seis novos elementos químicos em apenas dois anos!
Em 1834, Michael Faraday (1791-1867) conseguiu determinar as leis quantitativas da eletrólise. Do nome de Alessandro Volta derivam os termos: volt, medida de diferença de potencial; voltímetro, aparelho para a medida da diferença de potencial; célula voltaica, para as células eletrolíticas; etc.
O químico inglês John Frederic Daniell nasceu em 1790 e faleceu em 1845. Daniell inventou o higrômetro de condensação e a pilha elétrica que já descrevemos e que leva seu nome. O ponto importante foi ele ter substituído, nas pilhas, as soluções ácidas, que produziam gases tóxicos, pelas soluções de sais. Como salientamos várias vezes, a história da ciência é consequência do trabalho de muitos pesquisadores, que vão gradativamente descobrindo e aperfeiçoando modos de controlar os fenômenos até chegar a aplicações práticas de grande importância, tais como a enorme variedade de pilhas, baterias e acumuladores que usamos em nossos dias.

FONTE:
Química, volume 2. Físico-Química. 6ª edição. Editora Moderna. Autor: Ricardo Feltre.


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